Gente, esse pequeno texto eu escrevi na aula de redação, do colégio, espero que gostem.
Aquela noite cálida me perturbava, talvez fosse pelos ruídos constantes no telhado do meu quarto, ou simplesmente a penumbra daquele cômodo tão vazio, que chegava a me dar pesadelos. Encolhi-me sob o lençol arroxeado e o abajur fluorescente, tentando ultrapassar a tênue parede da insônia. Eu só precisava fechar os olhos, mas eles estavam tão abertos e imóveis, atentos para cada movimento minúsculo da relva lá fora, que, iluminada pelo luar, moldava-se em sombras distintas pela janela.
Toc.
Solucei, pelo susto.
Toc, toc.
Livrei-me dos lençóis e estirei as pernas nuas para fora da cama. Meus olhos sensíveis pela escuridão miravam a janela próxima, enquanto meus pés, que deslizavam pelo linóleo, deixavam-me cada vez mais perto do som.
Toc.
Um estalido ecoou no quarto, mais fundo, deixando-me a beira de um ataque de nervos. Eu estava pedindo incessantemente que aquilo fosse só um sonho; um sonho de muita, muita má sorte. Agarrei a janela pela brecha que a mesma deixava fios de luz passar, e a ergui até que estivesse completamente aberta ou apenas o bastante para que eu pudesse sentir o vento gélido e noturno, e pôr minha cabeça para fora.
— O que está procurando, Natalie?
Quase gritei ao voltar meu tronco bruscamente para dentro do quarto. Protetoramente eu tentei esconder minhas pernas despidas pela camisola.
A voz riu de uma maneira tão agradável e melódica que meu coração palpitou sob o peito. Inconscientemente, eu sorri.
— Dedric — sussurrei, junto com um suspiro.
Eu quase podia senti-lo, enquanto ele se aproximava e cada faísca de luz deixava o mármore de seu corpo mais juvenil e invejável. Eu quis desviar os olhos.
— Assustei você? — perguntou Dedric, no instante em que o rubro de seus olhos ficaram visíveis longe da sombra de meu armário.
Fiz que não com a cabeça.
Sorriu ele, com um riso grácil fugindo-lhe da garganta.
— Eu só queria ser o primeiro — admitiu, enfiando uma das mãos no bolso do jeans. A caixinha era tão miúda quanto o pingente dentro dela — Feliz aniversário.
Meus lábios esticaram-se tanto, quase levando meu sorriso à linha de meus olhos.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Aqueles olhos!
Ela estava brilhando mais do que qualquer uma que estivesse pronta para tentar lhe tomar o posto. Sua silhueta ficava ainda mais formosa com o clarão do Sol, como se existissem apenas na imaginação. Cada contorno se ofuscava. Era como se seu vestido naquele prata claríssimo, ilustre, pudesse dar-lhe mais vida, escondendo cada ponto de falha. Estava linda com os cachos deitados sobre a clavícula nua, pálida e tão sedosa quanto as ondas da saia de seu vestido. Os olhos - ah, aqueles olhos! - que estavam abaixo das sobrancelhas arqueadas, à centímetros do abismo negro de seus cabelos, pareciam prontos para arrumar encrenca. Bem de perto, de pertinho, eles pareciam azuis - como o céu no verão mais quente. Mas quem não diria "quase iridescentes"? Como se procurassem o tom violeta de seus lábios, banhados de batom. Suas bochechas coradas, pintadas no blush, escondiam a perspicácia e a teimosia que por vezes a descortinava, e que seus olhos - ah, mais que lindos olhos! - não deixava esconder.
Nota: Esse foi um dos textos que eu fiz para a aula de redação. Hahahah, mágico, né? Quando estou mesmo com vontade de escrever não sai nada, mas quando menos espero... está aí.
Nota: Esse foi um dos textos que eu fiz para a aula de redação. Hahahah, mágico, né? Quando estou mesmo com vontade de escrever não sai nada, mas quando menos espero... está aí.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Sono exaustivo.
Trocando o dia pela noite, é aí que está aquela monotonia. Que ataca nas horas imprevistas e pega suas pálpebras sem marcar horário de visita. Te derruba e derruba, até você encontrar um cantinho, fechar os olhos e adormecer.
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sábado, 12 de fevereiro de 2011
O que escolher?
Se o mundo parasse, o que faríamos? Correr não seria uma alternativa inteligente, viver a menos provável, existir seria inadequado. Morrer não seria uma boa idéia. Então, o que faríamos?
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